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terça-feira, 3 de julho de 2012

.capítulo décimo segundo: dividindo informações.


Hoje eu queria fazer um post especial para Juh e a Kina: duas pessoas especiais, que não sabem como chegaram até meu blog, mas que se inspiraram, se identificaram, e compartilharam comigo um pouquinho das suas questões.

=)

Meninas, queria dizer para vocês que, realmente, não foi fácil alugar um lugar tão permanente como minha casinha atual. Maaaaas, não desanimem! Cada experiência é uma experiência. Minha primeira experiência aqui foi bastante diferente dessa, por exemplo.

Quando eu cheguei ia ficar apenas 6 meses. Só para estudar um tempo e ter a experiência de morar fora. Tinha juntado uma grana e podia alugar um apartamento para estrangeiros – como chamamos por aqui os apês que a gente aluga pagando um único valor mensal (que inclui, geralmente, além do valor do aluguel, o condomínio e as contas). Por causa da economia meio louca argentina, quase sempre se paga em dólares, tá gente?! Normal.

Nessa época, morei 1 semana num hostel até achar um apê e, apesar de já ter visto muitos apartamentos por foto (ainda no Brasil eu olhava muitas coisas pela internet), foi só chegando aqui e conversando com as pessoas do albergue que fui conhecendo o caminho das pedras.

Tem sites muito legais e altamente recomendáveis como o http://www.soloduenos.com.ar/ ou o http://buenosaires.es.craigslist.org/ que podem ajudar - e muito - na hora de buscar um apê por aqui. Afinal, em sendo estrangeiro, nossas opções ficam mesmo um pouco mais limitadas a aluguéis diretos com donos de apartamentos, ou de pessoas que alugam quartos nas suas casinhas.

Eu também cheguei aqui sem lenço, documento ou amigos. Os documentos, na verdade, comecei a agilizar ainda no Brasil – nossos países tem um acordo, por causa do Mercosul, no qual podemos tirar o documento de residência temporária que nos permite viver legalmente, trabalhando e tudo, por 2 anos. Depois de chegar aqui descobri que poderia ter feito o processo daqui que daria no mesmo e, talvez, ainda saísse mais barato. Mas eu acho que vale ir no consulado argentino mais perto de você e se informar...

Os amigos fiz por aqui mesmo!

=)

Pessoas lindas, que amo de paixão. Algumas delas são como família mesmo pra mim. Não se preocupem que isso vem com o tempo. E vários deles moram aqui em esquemas diferentes do meu: alguns conseguiram quartos em casas, outros conseguiram alugar direto com os donos. Cada um tem uma história.
Enfim, meninas, espero vê-las em breve aqui por terras portenhas!

Obs: Já tenho materiais comprados para posts mais DIY. Assim que a poeira do final de semestre baixar, projetinhos serão executados e devidamente postados aqui! Cenas do próximo capítulo! ;)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

.capítulo décimo primeiro: outras novas aquisições.

Gente! Jura que o último post por aqui foi em JANEIRO?! Mas eu podia jurar que tinha escrito depois disso! Não? Tem certeza? Ui. Sonhei, então, gente... perdão, hein?! Hahahaha


Mas então, no último fim de semana eu tive a experiência de conhecer a dona de um blog que eu adoro ler, a Vivi do D<3. Essa experiência e toda a fofura da Vivi me animaram de retomar o bloguito. Porque eu passo meio anônima, desapercebida pela blogosfera, sabe, gente. Apesar de ler diariamente, tenho vergoiiiiinha de comentar por aí e tals... Afinal, essas pessoas são tão prendadas. Tão DIY. Tão criativas... E eu? Bom. Eu tenho ideias. Várias! Realizar que é bom, tá difícil, viu. Aí? Aí eu compro. Hahahaha Quando o tempo deixa e o dinheiro permite, claro.



As férias que tirei (já faz quase 2 meses!) foram um momento supers especial para isso! E adivinhem só: a mala voltou com vários mimos pra casinha! Aliás, tudo que comprei nessa viagem foram mimos pra casinha. Hahaha Acho que me inspirei pelo lugar, sabe? É que eu fui pro Chile, terra desse poeta incrível chamado Pablo Neruda.



Pablo tem 3 famosas casas que são pontos super turísticos no país: uma em Santiago, uma em Valparaíso e uma em Isla Negra. Eu não sabia, até ir a primeira vez ao Chile, mas Pablo era um colecionista e isso dá o tom de todas as suas casas - além de toda influência do mar, que também fascinava o poeta.



Questão é que você entra em qualquer uma das casas do Sr. Neruda e tem de um tudo. E você pode pensar “ah, mas são museus, querem mostrar tudo que o cara tinha” e pode crer, também pensei isso. E perguntei pros guias. E não. Tudo está aí como Pablo e sua última esposa, Matilda, deixaram. E é um monte de coisa sim, mas faz sentido, sabe? Dá a cara e o tom das pessoas que viviam nessas casas.



E aí que não resisti. E pra trazer um pouquinho desse espírito comigo trouxe essas lindas bandeirolas diretamente da Chascona (a casa de Pablo e Matilda em Santiago) para dar a cara e o tom da pessoa que vive na minha casa!


 

Passeando por uma feirinha, em Santiago, me apaixonei pelos lustres coloridos. Também botei na mala! Agora a sala é mais verdinha. E o quarto mais alaranjado. E a dona desse lar, uma boba feliz.

E por fim, eis que na esquina do meu albergue tinha uma dessas lojas de departamento meio tipo Renner, sabe?! E aí que eu me deparei com esse jogo para cozinha que era simplesmente a cara da minha cozinha. Tinha como não botar na mala?



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

capítulo nono: sobre as resoluções de ano novo

sim. faz mais de dois meses que eu não posto nada aqui. e eu poderia escrever todas aquelas desculpas que vocês já conhecem dos posts anteriores para o meu sumiço. só que essa mocinha muito sábia desvendou o motivo da minha procrastinação e eu vou compartilhar com vocês.

carol carolina bela é, além de minha chefe, uma grande amiga aqui nas terras portenhas. e tem muuuuuuuito mais experiência que eu nessa coisa de morar fora. e um dia, conversando, contei pra ela desse espaço virtual. contei dos planos que tinha pra casinha e como eu sempre postergava tudo. os quadros que nunca foram emoldurados, os móveis que nunca foram comprados, enfim, as idéias que nunca sairam do papel. e ela, garota esperta que só ela, me disse que eu tinha medo. é. medo.

díficil de acreditar que a pessoa que escolheu, por livre e espontânea vontade, mudar de país agora tenha medo, né? não é consciente, gente. isso eu garanto. mas, refletindo sobre o assunto, percebi que ela tinha toda razão: cada coisa que eu compro pra casinha é uma raíz mais profunda que eu finco nesse lugar. é uma coisa a mais pra embrulhar se, um dia, eu quiser ir embora. e se eu decidir ir embora amanhã? será que dá pra levar tudo isso? será que comprar isso significa que eu não quero mais voltar? que eu não quero mais viver onde eu vivi por 24 anos? perto de tudo que eu conhecia e chamava de lar?

não. não é simples. e não é consciente. e mesmo a vida estando incrível e feliz e cheia de aventuras, descobertas e aprendizados é difícil. mesmo que eu não tenha planos de voltar tão cedo. mesmo que, lentamente, eu esteja aprendendo a chamar esse lugar de casa. fincar raízes, se comprometer, nunca é fácil.

mas agora eu tomei consciência. entendi o que me paraliza. e isso me fez encarar a situação. me obrigou a lidar com ela.

eu não tive muitas resoluções de ano novo. quase nenhuma, aliás. mas uma das poucas foi decorar a minha casa! sem muito medo. se um dia eu decidir voltar pro brasil ou me mudar pra outro lugar desse mundão de meu deus, aí eu penso em como carregar tudo comigo. agora, o que importa, é essa casa. esse retangulinho sem muitas divisões de cômodos do qual eu sinto saudade quando tô longe. esse espacinho de mundo que eu tenho tentado deixar com a minha cara e que é o meu lar. e ele merece, sem sombra de dúvidas, todo o carinho e atenção que eu puder dar.

já comprei coisinhas novas pra casa. hoje fiz uma compra importante: uma mesa e 4 banquinhos! hahahahaha não tem foto ainda mas, em breve, eu posto tudo aqui. e, se tudo der certo, esse ano o bloguito vai ser recheado de posts! então, não desistam de mim, tá?

vemnimim 2012, que eu te quero muito!

domingo, 16 de outubro de 2011

capítulo oitavo: hogar dulce hogar.


Eu poderia escrever mil e uma desculpas que justificassem meu sumiço. A falta de tempo. As perdas. Os problemas. As viagens. A eterna falta de internet em casa para chamar de minha. Blábláblá wiskas-sachê-você-não-quer-saber-de-nada-disso. Então, eu vou apenas admitir meu erro. Sim. Eu sumi. E pedir desculpas. Não foi de propósitp, nem planejado. Espero que vocês continuem voltando aqui, apesar da minha falta de atenção momentânea para com o bloguito!

Dito tudo isso. Vamos em frente. Que tem coisa pra mostrar! Minha casa, finalmente, está ganhado ares de minha casa! Fiquei toda boba outro dia que uma amiga veio aqui e falou isso. E ela falou do alto da sua autoridade como primeira pessoa que visitou a casa, ainda no dia que eu me mudei, quando tudo eram sacolas e mais sacolas espalhadas pela casa inteira. Se ela conseguiu ver que isso aqui já tem cara de lar, quem sou eu para discordar, né?

santiago e montevidéu em cores
Então, que uma das razões do meu sumiço foram duas viagens recentes. Uma a Santiago do Chile, por um fim de semana (todas ama a irmã!) e a outra para Montevidéu, Uruguay (todas ama o feriadão!). Eu não comprei nada nessas viagens a não ser por essas duas lindezas que encontrei no caminho. O primeiro quadro abriu caminho pro segundo e para uma idéia: o muro das lembranças artísticas das viagens pelo mundo. Se tudo der certo, um dia eu vou ser gente grande, numa casa de parede imensa e cheia de quadros de artistas de rua do mundo. Até lá, de grão em grão a galinha enche o papo. =)

E como eu nunca tinha tirado fotos de como estava a casinha desde que eu me mudei, aproveitei que hoje foi dia de maria-amélia e que tudo estava nos seus devidos lugares para mostrar pra vocês um pouco desse cantinho que eu amo demais, apelidado carinhosamente pelos amigos visitantes de Albergue Coraciones Rotos.




O albergue sempre aceita reservas, gente. É só querer vir me amar! =)

obs: desisti das fotos dos detalhes, gentem... não querem carregar de jeito maneira e já tô nessa tentativa faz hoooras, fica pra próxima... hehehe

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

capítulo sexto: namorico de portão

Então, gente. Fui pro Brasil, de surpresa. Matei metade da minha família e dos amigos do coração, mas no final todo mundo sobreviveu e deu tudo certo! iei! Menos eu. Que corri muito e dormi pouco. Muito pouco. E não sobrevivi a maratona: comecei a ficar doente DE NOVO. Pela segunda vez em, mais ou menos, 15 dias. Não. Ninguém merece.

Claro que no Brasil a última coisa que eu pude pensar foi em comprar - não só porque não deu tempo, mas também porque é fim de mês e porque a minha realidade agora é peso. Comprar em real é pra madame argentina. rs

Eu até tinha planos. Tipo uma cafeteira dessas italianinhas, que custam bagatela nas Lojas Americas e fazem alegria da loKA aqui, viciadinha numa cafeína. Mas não deu gente (#ficadica pra você, amigo de fé, irmão camarada que quer me presentear! Disse uma amiga que vai me mandar pelo correio. A VER!). =)

Mas esse fim de semana não foi só de semi gripe não! EEEEEE! No pouco que eu sobrevivi, consegui ir conhecer um lugarzinho que eu estava namorando há séculos a idéia de ir: o MERCADO DAS PULGAS.

roubei do Retrô: link no final desse post
O Mercado das Pulgas é tipo o Mercado de San Telmo. Só que muito mais voltado pra móveis e sem verduras, legumes e frutas pra distrair sua atenção. Uns dizem que ele fica em Palermo. Pesquisando, li que ali já seria Colegiales. Outros já me disseram que é Chacarita. Eu confesso para vocês que não entendo ainda muito bem onde cada bairro começa e termina por aqui - e, as vezes, acho que nem os portenhos sabem muito bem... rs


Eu já tinha passado na porta do mercado algumas vezes mas, sabeselá deus por que, ele nunca estava aberto. Parece que estava em reformas para ficar bonitão do jeito que está. Um galpão enooooorme, com corredores amplos e limpíssimos. Plaquinhas indicativas e mapinhas no estilo "Usted está aquí". Luxo, gente.

Maaaaas, aqui na casa nova temos um problema real: o armário é 2 por 2 (problema que eu não tinha na casa antiga porque cada cantinho esquecido era um armário luxo!). Então, minha nobre missão nesse passeio era me inspirar para resolver o problema de ondemeudeuseuponhotodasessasroupas. Sim. Me inspirar. Porque como eu já disse, final do mês, né gentem?!

São vários locales (também conhecidos vulgarmente por quiosquinhos). Quase todos são de móveis. Os que não são, vendem antiguidades. Grande parte das vezes vendem móveis, antigos, restaurados. E, parece que, não tem coisa que o povo goste mais por aqui que uma boa e velha antiguidade. Eu tô entrando no clima. Minha casa, por essas coisas de vida/ destino, virou uma grande mistura de moderno e antigo. Por isso eu resolvi abraçar o tema pra decoração.

baú vovó andava de navio


Eu tava lá, passeanuuu, pá, pensanuuu "porque eu tenho tanta roupa?", rá, quando me deparei com essa mala, estilo baú-antigo-minha-vó-andava-de-navio. Me animei toda. Ela tava fudida, com cocô de pombo, toda na merda, tadinha, mas eu tomei coragem e perguntei pro seu moço quanto ela custava. Os 450 pesos que vieram de resposta me broxaram. Sim. Eu sou pão dura #prontofalei. 450 pesos por um pedaço de lixo que era apenas um potencial de uma parada irada me desanimaram.

Só que eu continuei andando. E me dei conta que não tinha idéia do valor das cômodas, por exemplo. 1200 pesos. O pedaço de lixo cheio de potencial começa a ganhar pontos comigo. Vejo outra mala do mesmo estilo, só que em prefeito estado e pergunto o preço: 1200 pesos! "Meu sinhô, sinhô tá loco? Isso aí é o preço daquela cômoda ali!" Não. Eu não falei. Mas juro que tive vontade!

E foi aí que o pedaço de lixo, cheio de potencial ganhou lugar cativo no meu coração. Mas eu não pude comprá-lo. AINDA! Final do mês, já falei... Mas tranquilo, salário daqui a pouco entra e eu vou tá lá cedo no mercado pra levar pra casa meu primeiro projeto casa de colorir!

Dedinhos cruzados para 1) eu consegui comprar a dita cuja; 2) eu consegui recuperar a dita cuja e 3) aquele cocô de pombo sair bem rapidinho dali! iuuuugh!

Serviço:
MERCADO DAS PULGAS
Niceto Vega y Dorrego
Todos os dias, das 10h as 19h.
Outras opiniões/informações sobre o mercado você encontra aqui ó:

terça-feira, 19 de julho de 2011

capítulo primeiro: a busca (continuacao)

Gente, eu realmente nao sei qual o problema do blogger que nao me ama e nao me permite comentar no meu próprio blog. Entao vou mandar um momento Show da Xuxa e mandar beijo pra minha irma Vanessa e pra minha amiga Mariah, lindas que deixaram comentarios por aqui recentemente. E nao vou mandar beijo pra voce, leitor amigo, que nao deixa comentario aqui! Porque comentário é bom, gente! Incentiva, faz a gente se sentir amada, lida, essas coisas, sabe?! hahahaha #aloka

Entao, gente. Mais uma vez, desculpem a demora. Semana passada foi uma semana difícil, nao só de tempo mas também psicologicamente. Eu já falei para voces que procurar apartamento afeta o ser humano? Agora pensa: procurar apartamento, na TPM, sem tempo e com um monte de trabalhos para terminar? Imaginou? Agora quadruplica, afinal, eu sou canceriana e nada pode assustar mais um canceriano - que já está longe da família - do que a remota possibilidade de nao ter uma casa (mesmo que isso seja impossível de acontecer)!

Entao, senta que lá vem história!

Tudo comecou na manha de segunda-feira. Depois de enfrentar fila no banco, eu nao consegui reservar o apartamento plano A. Estava triste, triste, sentadinha no metro quando pá: o metro resolveu que era um bom dia para quebrar - comigo dentro - e eu ainda estava longe de chegar no trabalho. Eu ainda esperei, porque sou um ser de fé e acreditei que o metro podia sim voltar a funcionar. Só que, como eu venho aprendendo aqui, quando o metro tem sua linha interrompida, o melhor que voce pode fazer é sair logo. É só ir no guiche e dizer "to desistindo de esperar" que eles dao um ticket de reembolso pela viagem perdida e voilá. Ok. Médio voilá. Porque aí voce tem que descobrir como chegar, de outra forma, aonde voce que ir.

Para esses momentos eu sempre tenho comigo meu GPS analógico de bolso - também conhecido como Guia T. Ele é um livrinho de bolso (duh!), que voce compra em praticamente qualquer jornaleiro, com mapas de toda a cidade de Buenos Aires e seu sistema de transporte. A segunda melhor maneira de descobrir como ir de um lugar a outro é através dele (a primeira é na internet, nesse mapa bacanudo oferecido pelo próprio Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires - aliáááás, a página do gobierno é ótima também para descobrir dicas culturais, viu?!).

Algum tempo depois consegui, finalmente, chegar ao trabalho. Liguei correndo pro apartamento plano B e pá: ele também já estava reservado. Passei o resto do dia jururu, gente. Ok. O resto da semana. Porque Muphy grudou em mim de uma tal forma que nem conto pra voces! Teve até requintes de crueldade, sabe? Com a dona do apartamento plano B me procurando para me sondar e eu descobrindo que talvez nao tivesse direito a fiador... Aí eu descubro que tenho sim o fiador e a mulher nunca mais me procura...

Enfim. Eu já estava toda decidida que final de semana seguinte (esse último que passou) ia me dar uma folga da procura de apartamento - só para poder me concentrar nas outras 5 mil coisas que tinha que fazer... Afinal, ninguém aguenta ter seu psicológico chacoalhado dessa forma seguidamente, né?! É que procurar apartamento é tipo chegar no gatinho na buáti (quem? eeeeeeu? nunca fiz isso nao! tá louco?!): voce dá uma esquadrinhada no perimetro, faz uma aproximacao, mostra todo seu pontencial e espera. Porque afinal, agora o outro tem que decidir se te quer. Pelo menos no caso do gatinho a resposta demora menos a chegar que no caso do apartamento.

Eu segui procurando e, por via das dúvidas, entrei em contato com a dona do meu apartamento durante a semana para conversar sobre a possibilidade de ficar mais um mes, afinal, seguro mórreu de velho, néam?!

Mas aí chegou sábado, eu perdi minha aula da manha e já que já estava na rua, comprei o jornal. Custava nada. (Mentira. Custava sim. Sou eu que nao lembro quanto... hehehe) E tinha um monte de apartamento em guardia (essa voce já aprendeu no último post!) e eu pensei "folga que nada! Agora é tática de guerrilha! Dadinho é o caralho meu nome agora é zé pequeno!".

Marquei os apartamento que queria ver, com cores diferentes pros horários que eles estavam sendo mostrados (sim, eu tenho TOC e daí?!), marquei todos no meu super Guia T e saí voando de casa para ver o máximo de apartamentos possíveis.

Andei, andei e andei. Peguei metro, perdi trem, apelei pra taxi. Nao consegui ver o anuncio que eu mais queria, porque cheguei 5 minutos antes de terminar o plantao dele - e ele havia sido alugado nos primeiros 5 minutos! Inclui coisas novas na lista, desisti de outros. E derradeiramente dei chance para um mono ambiente (aka conjudagadao). Só porque no anúncio dizia que ele já vinha mobiliado - e isso pra gringa aqui era um atrativo irresistível (atrativo irresistível é muita redundancia? rs).

O resultado dessa busca fica pro próximo post.

O que importa, agora, é que hooooras depois eu, finalmente, voltei pra casa. Para ser desvirtuada, mais uma vez, dos deveres de casa - agora pelas queridas amigas. Existe coisa melhor que comer para aplacar toda a ansiedade? E comer na companhia de pessoas queridas? Eu ainda nao conheco. Entao fomos para um restaurante perto de casa - que eu já namorava a idéia de conhecer há um bom tempo - o Sattva.

Eu e a sopinha de abóbora!
O Sattva (que voce pode conhecer um pouquinho pelo link aí de cima) é um restaurante vegetariano.
Florita e seus sorrentinos

Aí voce pergunta:
 
- Mas por que, ó céus, voce, morando na Argentina, capital mundial da melhor carne do universo, foi parar num restaurante vegetariano?

Elementar, meu caro, Watson: minha roomate é vegetariana.

Mariposa e seus canelonis.
E o Sattva vale a pena! Pára de torcer o nariz e dá uma chance! Nem todo prato maravilhoso tem que incluir carne para ser feliz!


Mile e a bruchetta.
Para o inverno portenho, por exemplo, nada melhor que uma sopinha. E para todos os dias, sempre, nada melhor que uma bruschetta. Eu acho. O Sattva, no entanto, nao é feito só de sopa e bruschetta. Tem massa, pizza, comida mexicana (oi?), entre outras coisinhas gostosas!

Para beber (e espantar a gripe que anda dominando o povo por aqui) eu recomendo a limonada com gengibre! Boooom! =9

Se voce aceitar minha dica e colocar o Sattva nos seus planos portenhos, eu recomendo ligar para lá antes de ir. Principalmente se for fim de semana. O lugar nao é muito grande e, as vezes, lota.

Entao fica a dica:
 
Sattva Conciencia Vegetariana
Montevideo 446
Buenos Aires
Reservas / delivery 4374-5125
contacto@sattva.com.ar
Nuestros Horarios:
Lunes a viernes
de 8.00 a 19.30 hs
Martes a domingos
de 20.30 al cierre
La cocina cierra 01.00 am.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

INTRODUÇÃO

Hoje completo 1 quarto de século. Sim, 25 primaveras nesse mundão de meu Deus. Idade redonda (oi?). Dá uma vontade danada de começar um projeto novo - como se eu não tivesse projetos suficientes. Mas é que aniversário é aquela coisa, ?! Um ano novo que começa no meio do ano. Segunda-feira, então: dia internacional de desengavetar todos os projetos. A pessoa se pergunta: por que não?
A idéia de ter um blog já me passava pela cabeça faz um tempo. Mas eu nunca conseguia decidir, entre tantas coisas que eu gosto, sobre o que falar. Aí, há 5 meses e 3 dias eu me mudei, de mala e cuia para Buenos Aires. E na páscoa, quando visitei o Rio de Janeiro, um amigo me perguntou "e por que você não está registrando todas essas experiências e dicas num blog?!". E aquilo ficou me martelando a cabeça. Eu comecei a ver posts em tudo que fazia: horas esperando na fila para fazer um documento, um restaurante ou uma lojinha descoberta ao acaso, etc etc etc.
Mas foram ainda alguns meses em dúvida, sabe? Porque eu ficava com medinho de não conseguir postar com frequência. De ser chata pra caramba. De ninguém curtir as minhas dicas. Essas coisas. Só que eu voltei a ler blogs, a me inspirar com cada um deles. E ontem, finalmente, devorando o blog Casa de Colorir, eu tive uma idéia espetacular: transformar o blog num projetinho maior. Explico: em exatos 34 dias eu preciso me mudar. Minha idéia é ir pra um apartamento sem móveis, pra sair mais barato o aluguel. E a grande idéia foi: e se eu fosse decorando o meu apê, aos olhos de vocês e aproveitando pra dar dicas de onde ir comprar coisas pra sua casa (e pra sua vida! rs) aqui em Buenos Aires? Além de projetinhos home made, tipo os que a Thalita ensina no blog dela, claro, afinal, foi de lá que veio a inspiração, né?
Uma amiga minha, a Marcela, me disse que nunca era tarde para começar o blog. Agora eu tenho uma idéia que realmente curto. Então, cá estou eu. Ainda não sei como vai ser tudo isso, gente. Mas resolvi começar o blog logo, assim vocês podem acompanhar a saga desde o início.
;)
Curtiu a idéia? Então comenta aí, favorita o blog e vambora!